terça-feira, 6 de outubro de 2026

 


 Celebrando 30 Anos de Conhecimento e Evolução na Ouvidoria Brasileira!


A 7a. edição da Revista Científica da Associação Brasileira de Ouvidores (ABO Nacional) é uma publicação histórica e comemorativa que celebra os 30 anos de trajetória da nossa associação.Foi lançada no XXVIII Congresso Brasileira de Ouvidores, em São Paulo (2025).

O tema desta edição especial: Estudos sobre a Atuação das Ouvidorias em Instituições Brasileiras, reflete a maturidade alcançada e o compromisso contínuo com a produção de conhecimento técnico e científico de alta qualidade.
Os artigos aqui reunidos não são apenas registros de experiências, mas verdadeiros guias para a construção de ambientes éticos, saudáveis e comprometidos com a integridade institucional.

A Ouvidoria moderna, fundamentada em princípios como liderança, escuta, ética e humanização, consolida-se como uma unidade de inteligência estratégica vital para a melhoria da gestão pública e privada. A Revista apresenta 18 artigos científicos e 6 artigos de autores convidados.

Parabenizamos a todos os autores, pesquisadores e líderes que tornaram esta edição possível. Que estas páginas sirvam de inspiração para os próximos passos da ouvidoria brasileira!

No próximo Congresso Brasileiro de Ouvidores que ocorrerá em Minas Gerais (2027), será lançada a 8a. edição da Revista Científica. Aguardamos vocês!!!!

Acesse agora a 7ª edição da Revista Científica, disponível no site da ABO Nacional: www.abonacional.org.br



 Ontem (30.09.2026) tivemos a feliz oportunidade de ministrar palestra na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa sobre o tema: Valorização da Vida.

A coordenação da palestra foi feita pela Presidente da Seção Sindical Recife -SINPAF Sara Lucas.

As ideias suicidas surgem quando a dor emocional e o nível de estresse ultrapassam a capacidade que o cérebro e a mente têm de processar e suportar o sofrimento.
Durante estados de sofrimento intenso e adoecimento mental ocorrem alterações reais no funcionamento cerebral, como a redução da neuroplasticidade e a desregulação de neurotransmissores.

VALORIZAR A VIDA É DAR A SI MESMO A CHANCE DE RECOMEÇAR!!!

Agradecemos o convite de Sara e parabenizamos a SINPAF pela realização do evento!





terça-feira, 29 de setembro de 2026

 A frase resume a visão central de Alvin Toffler: o futuro não é algo distante que chega um dia, mas uma força que já está agindo sobre nós agora, por meio das transformações tecnológicas, sociais e culturais.


A mudança não é um evento isolado, mas um processo contínuo e acelerado. Toffler quer dizer que o futuro não espera: ele invade, entra sem pedir licença, muitas vezes antes que estejamos preparados.

Pense em como a internet, os smartphones e agora a inteligência artificial transformaram o trabalho, as relações e os hábitos em poucas décadas. Cada onda de "inovação" chega mais rápido que a anterior, e quem não se adapta fica para trás não por falta de capacidade, mas porque o ritmo supera nossa capacidade de absorção!

Nos resta a seguinte reflexão: se a mudança é inevitável, a escolha que resta é entre antecipá-la (aprender, se adaptar, se preparar) ou ser surpreendido por ela!

Alvin Toffler (1928–2016) foi um escritor e futurista americano, ex-jornalista, considerado um dos pensadores mais influentes sobre os efeitos das tecnologias na sociedade. Ficou famoso com os livros:
.Choque do Futuro (1970): criou o termo "future shock", ou seja, o atordoamento causado por mudanças demais, rápidas demais.
.A Terceira Onda (1980) — descreveu a transição da sociedade agrícola (primeira onda) para a industrial (segunda) e depois para a pós-industrial, da informação (terceira).
.Powershift (1990) — sobre a mudança do poder baseado em força e riqueza para o poder baseado no conhecimento.

Para Toffler, o analfabeto do futuro não seria quem não sabe ler, mas quem não sabe aprender,desaprender e reaprender.



quarta-feira, 16 de setembro de 2026

 

COMO SE INSTALA UM TRAUMA?

O trauma "se instala", ele também pode ser "desinstalado". Mas com uma ressalva importante: o objetivo não é apagar a memória, e sim desativar o alarme automático que ela dispara. A lembrança pode continuar existindo, mas sem sequestrar o presente.O que significa "desinstalar"O trauma funciona como um programa que roda em segundo plano: o corpo e o cérebro continuam reagindo como se o perigo estivesse acontecendo agora. Desinstalar significa fazer o sistema nervoso entender que a ameaça acabou — que a memória pertence ao passado e não precisa mais ser revivida a cada gatilho.Isso acontece por um processo chamado reconsolidação da memória: quando a memória traumática é acessada de forma segura, em pequenas doses, ela pode ser "reescrita" com novas informações. O cérebro aprende, aos poucos, que aquela situação não é mais perigosa.Os caminhos mais eficazes1. Terapias baseadas em processamento

EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares): ajuda o cérebro a processar a memória traumática de forma parecida com o que acontece naturalmente durante o sono REM. Muito eficaz para TEPT.

TCC focada em trauma: trabalha os pensamentos e crenças distorcidos que o trauma deixou ("eu sou culpado", "o mundo é sempre perigoso") e expõe a pessoa gradualmente a situações evitadas.

Terapias somáticas: focam no corpo, porque o trauma fica armazenado fisicamente. Trabalham tensão, respiração e sensações para liberar a "carga" retida.

2. O papel do corpo

Parte da desinstalação é física. Técnicas de ancoragem (sentir os pés no chão, focar na respiração) ensinam o sistema nervoso a sair do estado de alerta. Regulação do sono, exercício e práticas de relaxamento ajudam o corpo a entender que está seguro.3. Acolhimento e narrativa

Contar a história do que aconteceu — em um ambiente seguro e sem julgamento — ajuda a transformar a memória fragmentada em uma narrativa com começo, meio e fim. É assim que o cérebro "arquiva" a experiência no passado, em vez de mantê-la viva no presente.O que NÃO funciona

Evitar os gatilhos para sempre: reforça o medo em vez de desativá-lo.

"Esquecer" ou reprimir: o que é empurrado para baixo tende a voltar com mais força.

Pressa: desinstalar trauma é um processo gradual, não um comando rápido. Tentar acessar tudo de uma vez pode re-traumatizar.

O papel do profissionalDesinstalar trauma raramente é um caminho solitário. Um psicólogo ou psiquiatra qualificado oferece o ambiente seguro e as técnicas específicas que tornam o processamento possível sem sobrecarregar. Se os sintomas são intensos (flashbacks, insônia, crises de pânico), a ajuda profissional é ainda mais importante.Resumindo

Desinstalar trauma = desativar o alarme automático, não apagar a memória.

EMDR, TCC focada em trauma e terapias somáticas são os caminhos mais eficazes.

O processo depende de acessar a memória com segurança, em doses, para o cérebro reescrevê-la.

Evitar gatilhos e reprimir não funciona; acolhimento e narrativa, sim.


Assédio deixa uma marca específica, diferente de outros traumas, porque ataca três coisas ao mesmo tempo: a sensação de segurança, a confiança nas pessoas e a confiança em si mesmo. Por isso, "desinstalar" esse trauma passa por reconstruir essas três, e não apenas por esquecer o que aconteceu.

O que torna o trauma de assédio específico?

  • Vergonha e culpa: a vítima tende a se perguntar "será que eu provoquei?", "por que não reagi?". Essa culpa é a parte mais dolorosa e a que mais trava a recuperação. Ela não é verdadeira, mas precisa ser trabalhada, não apenas negada.
  • Dúvida sobre a própria percepção: muitos assédios são sutis, graduais ou seguidos de "você está exagerando". Isso corrói a confiança da pessoa na própria leitura da realidade.
  • Hipervigilância em contextos parecidos: o corpo aprende a ficar em alerta em situações que lembram o ocorrido (ambiente de trabalho, um tipo de pessoa, um lugar). Não é paranoia, é o sistema nervoso tentando se proteger.
  • Desconfiança generalizada: a sensação de que pessoas e ambientes não são seguros pode se espalhar para além do contexto original.

O que significa "desinstalar" nesse caso?

Não é apagar a memória. É fazer o sistema nervoso entender que o perigo acabou e devolver à pessoa a sensação de controle e segurança. Isso acontece em três frentes.

1. Processar a memória com segurança Terapias como EMDR e TCC focada em trauma ajudam a acessar a lembrança em doses seguras, para que o cérebro a reescreva como algo do passado, não como ameaça presente. No caso de assédio, isso inclui trabalhar a culpa e a vergonha, que são as emoções centrais desse tipo de trauma.

2. Reconstruir a narrativa Contar a história em um ambiente seguro, sem julgamento, transforma a experiência fragmentada em algo com começo, meio e fim. Aos poucos, a pessoa deixa de se ver como "a vítima que falhou" e passa a se ver como "alguém que sobreviveu e está se reconstruindo". A culpa vai se deslocando para quem realmente pertence: o agressor.

3. Regular o corpo O trauma fica armazenado fisicamente. Tensão, insônia, aperto no peito, alerta constante. Técnicas de ancoragem e respiração ensinam o corpo a sair do estado de alarme, e terapias somáticas trabalham isso de forma mais profunda.

Técnicas práticas para o dia a dia

  • Ancoragem 5-4-3-2-1: quando a ansiedade subir, nomeie 5 coisas que você vê, 4 que você toca, 3 que você ouve, 2 que você cheira e 1 que você sente. Traz a mente de volta ao presente.
  • Respiração 4-7-8: inspire por 4 segundos, segure por 7, solte por 8. Repita algumas vezes. Acalma o sistema nervoso.
  • Contenção: se uma lembrança vier forte, imagine colocá-la em uma caixa com trava e dizer a si mesmo "isso pertence ao passado, posso abrir quando estiver em um lugar seguro e com apoio". É uma técnica provisória, não uma forma de reprimir.
  • Diário de segurança: anote pequenas evidências diárias de que você está seguro agora, de que tem escolhas e de que se protegeu. Combate a sensação de desamparo.
  • Limites e autocuidado: reduzir exposição a gatilhos, dizer não, priorizar sono e movimento. O corpo precisa de sinais concretos de que está sendo cuidado.

O papel do profissional e da rede de apoio

Assédio raramente se processa sozinho. Um psicólogo com experiência em trauma oferece o ambiente seguro e as técnicas certas. Se o assédio foi no trabalho, medidas institucionais (registro, denúncia, suporte jurídico) também podem fazer parte da recuperação, mas devem ser feitas com apoio, porque reviver o processo pode ser desgastante.

Se houver crise intensa, sensação de desespero ou pensamentos de não querer mais viver, busque ajuda imediata. No Brasil, o CVV atende pelo telefone 188, 24 horas, gratuitamente e com sigilo.

Resumindo

  • O trauma de assédio ataca a segurança, a confiança nos outros e a confiança em si mesmo; culpa e vergonha são o núcleo a ser trabalhado.
  • Desinstalar significa processar a memória com segurança, reconstruir a narrativa e regular o corpo, não apagar a lembrança.
  • EMDR, TCC focada em trauma e terapias somáticas são os caminhos mais eficazes, sempre com apoio profissional.
  • No dia a dia, ancoragem, respiração, limites e autocuidado ajudam a reduzir o estado de alerta.

 


A ideia central é: o trauma não está no evento em si, mas na forma como o cérebro e o corpo processam (ou não processam) esse evento.

O que precisa acontecer para "instalar" um trauma

1. Um evento que ultrapassa a capacidade de processamento Não é qualquer situação difícil que vira trauma. Ele se instala quando a experiência é tão intensa, repentina ou ameaçadora que o sistema nervoso entra em modo de sobrevivência antes que a mente consiga dar sentido ao que está acontecendo. É um excesso de carga para o cérebro processar naquele momento.

2. A resposta de sobrevivência domina Diante da ameaça, o cérebro ativa as respostas de luta, fuga ou congelamento (fight, flight, freeze). A parte mais primitiva do cérebro (amígdala) assume o controle, e a parte racional (córtex pré-frontal) é "desligada" parcialmente. Por isso, durante o evento, a pessoa muitas vezes não consegue pensar, falar ou agir normalmente.

3. A memória não é integrada Em situações normais, a memória do que aconteceu é processada, organizada e arquivada como uma história com começo, meio e fim. No trauma, esse processo falha. A experiência fica fragmentada: sensações, imagens, sons e emoções ficam "congelados" no presente, sem data, sem contexto. O corpo continua revivendo como se o perigo ainda estivesse acontecendo.

4. O corpo guarda a marca O trauma não fica só "na cabeça" — ele se instala no corpo. Tensão muscular, respiração acelerada, hipervigilância, alterações no sono e no apetite são formas de o corpo manter o estado de alerta. Isso explica por que gatilhos (cheiros, sons, lugares, palavras) podem reativar a resposta completa de pânico mesmo anos depois.

O que favorece a instalação

  • Idade e fase de desenvolvimento: crianças e adolescentes são mais vulneráveis, pois o cérebro ainda está em formação.
  • Vulnerabilidade prévia: histórico de traumas anteriores, falta de rede de apoio, estresse crônico.
  • Relação com o agressor: quando a ameaça vem de alguém próximo ou de quem deveria proteger, o impacto é maior.
  • Ausência de acolhimento depois: o que acontece após o evento importa tanto quanto o evento. Ser ouvido, validado e amparado reduz muito o risco; o silêncio e a descrença agravam.
  • Repetição: traumas repetidos (como violência contínua) têm efeito cumulativo e mudam a arquitetura do cérebro de forma mais profunda.

A boa notícia: o que se instala pode se desinstalar

O trauma não é uma sentença permanente. O cérebro tem neuroplasticidade — capacidade de se reorganizar. Terapias como EMDR, TCC focada em trauma e abordagens somáticas ajudam exatamente a fazer o que não foi feito na hora: processar a memória, devolver a ela um contexto e ensinar o corpo que o perigo passou. O objetivo não é apagar a lembrança, mas tirar dela o poder de dominar o presente.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

 Momentos de muita emoção, alegria e realizações vivenciei no XXIX Congresso Brasileiro de Ouvidores, neste período de 17 a 19 de agosto, no Mar Hotel!

Reencontrar pessoas queridas, aprender lições inesquecíveis com os palestrantes, compartilhar experiências e conhecimentos com a Rede, receber abraços que são verdadeiros presentes.....

Ser ouvidor é uma nobilíssima missão, um verdadeiro desafio para nos tornar melhores seres humanos!!!!

Parabenizo a ABO Nacional e agradeço, em nome da ABO Seccional de Pernambuco, a maravilhosa oportunidade de como anfitriã, recepcionar os ouvidores do nosso país, participar como palestrante na programação do Congresso, e lançar oficialmente como Diretora de Publicações a CARTILHA DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO AOS ASSÉDIOS NO AMBIENTE DE TRABALHO da ABO Nacional.

A sessão de pôsteres reuniu 29 pôsteres aprovados pela Diretoria de Publicações da ABO Nacional. Que essas experiências exitosas sejam amplamente divulgadas nas Organizações e sirvam de referência para outras Ouvidorias.

Sigamos juntos para o fortalecimento das Ouvidorias, em defesa da cidadania!!!!