terça-feira, 6 de outubro de 2026

 


 Celebrando 30 Anos de Conhecimento e Evolução na Ouvidoria Brasileira!


A 7a. edição da Revista Científica da Associação Brasileira de Ouvidores (ABO Nacional) é uma publicação histórica e comemorativa que celebra os 30 anos de trajetória da nossa associação.Foi lançada no XXVIII Congresso Brasileira de Ouvidores, em São Paulo (2025).

O tema desta edição especial: Estudos sobre a Atuação das Ouvidorias em Instituições Brasileiras, reflete a maturidade alcançada e o compromisso contínuo com a produção de conhecimento técnico e científico de alta qualidade.
Os artigos aqui reunidos não são apenas registros de experiências, mas verdadeiros guias para a construção de ambientes éticos, saudáveis e comprometidos com a integridade institucional.

A Ouvidoria moderna, fundamentada em princípios como liderança, escuta, ética e humanização, consolida-se como uma unidade de inteligência estratégica vital para a melhoria da gestão pública e privada. A Revista apresenta 18 artigos científicos e 6 artigos de autores convidados.

Parabenizamos a todos os autores, pesquisadores e líderes que tornaram esta edição possível. Que estas páginas sirvam de inspiração para os próximos passos da ouvidoria brasileira!

No próximo Congresso Brasileiro de Ouvidores que ocorrerá em Minas Gerais (2027), será lançada a 8a. edição da Revista Científica. Aguardamos vocês!!!!

Acesse agora a 7ª edição da Revista Científica, disponível no site da ABO Nacional: www.abonacional.org.br



 Ontem (30.09.2026) tivemos a feliz oportunidade de ministrar palestra na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa sobre o tema: Valorização da Vida.

A coordenação da palestra foi feita pela Presidente da Seção Sindical Recife -SINPAF Sara Lucas.

As ideias suicidas surgem quando a dor emocional e o nível de estresse ultrapassam a capacidade que o cérebro e a mente têm de processar e suportar o sofrimento.
Durante estados de sofrimento intenso e adoecimento mental ocorrem alterações reais no funcionamento cerebral, como a redução da neuroplasticidade e a desregulação de neurotransmissores.

VALORIZAR A VIDA É DAR A SI MESMO A CHANCE DE RECOMEÇAR!!!

Agradecemos o convite de Sara e parabenizamos a SINPAF pela realização do evento!





terça-feira, 29 de setembro de 2026

 A frase resume a visão central de Alvin Toffler: o futuro não é algo distante que chega um dia, mas uma força que já está agindo sobre nós agora, por meio das transformações tecnológicas, sociais e culturais.


A mudança não é um evento isolado, mas um processo contínuo e acelerado. Toffler quer dizer que o futuro não espera: ele invade, entra sem pedir licença, muitas vezes antes que estejamos preparados.

Pense em como a internet, os smartphones e agora a inteligência artificial transformaram o trabalho, as relações e os hábitos em poucas décadas. Cada onda de "inovação" chega mais rápido que a anterior, e quem não se adapta fica para trás não por falta de capacidade, mas porque o ritmo supera nossa capacidade de absorção!

Nos resta a seguinte reflexão: se a mudança é inevitável, a escolha que resta é entre antecipá-la (aprender, se adaptar, se preparar) ou ser surpreendido por ela!

Alvin Toffler (1928–2016) foi um escritor e futurista americano, ex-jornalista, considerado um dos pensadores mais influentes sobre os efeitos das tecnologias na sociedade. Ficou famoso com os livros:
.Choque do Futuro (1970): criou o termo "future shock", ou seja, o atordoamento causado por mudanças demais, rápidas demais.
.A Terceira Onda (1980) — descreveu a transição da sociedade agrícola (primeira onda) para a industrial (segunda) e depois para a pós-industrial, da informação (terceira).
.Powershift (1990) — sobre a mudança do poder baseado em força e riqueza para o poder baseado no conhecimento.

Para Toffler, o analfabeto do futuro não seria quem não sabe ler, mas quem não sabe aprender,desaprender e reaprender.



quarta-feira, 16 de setembro de 2026

 

COMO SE INSTALA UM TRAUMA?

O trauma "se instala", ele também pode ser "desinstalado". Mas com uma ressalva importante: o objetivo não é apagar a memória, e sim desativar o alarme automático que ela dispara. A lembrança pode continuar existindo, mas sem sequestrar o presente.O que significa "desinstalar"O trauma funciona como um programa que roda em segundo plano: o corpo e o cérebro continuam reagindo como se o perigo estivesse acontecendo agora. Desinstalar significa fazer o sistema nervoso entender que a ameaça acabou — que a memória pertence ao passado e não precisa mais ser revivida a cada gatilho.Isso acontece por um processo chamado reconsolidação da memória: quando a memória traumática é acessada de forma segura, em pequenas doses, ela pode ser "reescrita" com novas informações. O cérebro aprende, aos poucos, que aquela situação não é mais perigosa.Os caminhos mais eficazes1. Terapias baseadas em processamento

EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares): ajuda o cérebro a processar a memória traumática de forma parecida com o que acontece naturalmente durante o sono REM. Muito eficaz para TEPT.

TCC focada em trauma: trabalha os pensamentos e crenças distorcidos que o trauma deixou ("eu sou culpado", "o mundo é sempre perigoso") e expõe a pessoa gradualmente a situações evitadas.

Terapias somáticas: focam no corpo, porque o trauma fica armazenado fisicamente. Trabalham tensão, respiração e sensações para liberar a "carga" retida.

2. O papel do corpo

Parte da desinstalação é física. Técnicas de ancoragem (sentir os pés no chão, focar na respiração) ensinam o sistema nervoso a sair do estado de alerta. Regulação do sono, exercício e práticas de relaxamento ajudam o corpo a entender que está seguro.3. Acolhimento e narrativa

Contar a história do que aconteceu — em um ambiente seguro e sem julgamento — ajuda a transformar a memória fragmentada em uma narrativa com começo, meio e fim. É assim que o cérebro "arquiva" a experiência no passado, em vez de mantê-la viva no presente.O que NÃO funciona

Evitar os gatilhos para sempre: reforça o medo em vez de desativá-lo.

"Esquecer" ou reprimir: o que é empurrado para baixo tende a voltar com mais força.

Pressa: desinstalar trauma é um processo gradual, não um comando rápido. Tentar acessar tudo de uma vez pode re-traumatizar.

O papel do profissionalDesinstalar trauma raramente é um caminho solitário. Um psicólogo ou psiquiatra qualificado oferece o ambiente seguro e as técnicas específicas que tornam o processamento possível sem sobrecarregar. Se os sintomas são intensos (flashbacks, insônia, crises de pânico), a ajuda profissional é ainda mais importante.Resumindo

Desinstalar trauma = desativar o alarme automático, não apagar a memória.

EMDR, TCC focada em trauma e terapias somáticas são os caminhos mais eficazes.

O processo depende de acessar a memória com segurança, em doses, para o cérebro reescrevê-la.

Evitar gatilhos e reprimir não funciona; acolhimento e narrativa, sim.


Assédio deixa uma marca específica, diferente de outros traumas, porque ataca três coisas ao mesmo tempo: a sensação de segurança, a confiança nas pessoas e a confiança em si mesmo. Por isso, "desinstalar" esse trauma passa por reconstruir essas três, e não apenas por esquecer o que aconteceu.

O que torna o trauma de assédio específico?

  • Vergonha e culpa: a vítima tende a se perguntar "será que eu provoquei?", "por que não reagi?". Essa culpa é a parte mais dolorosa e a que mais trava a recuperação. Ela não é verdadeira, mas precisa ser trabalhada, não apenas negada.
  • Dúvida sobre a própria percepção: muitos assédios são sutis, graduais ou seguidos de "você está exagerando". Isso corrói a confiança da pessoa na própria leitura da realidade.
  • Hipervigilância em contextos parecidos: o corpo aprende a ficar em alerta em situações que lembram o ocorrido (ambiente de trabalho, um tipo de pessoa, um lugar). Não é paranoia, é o sistema nervoso tentando se proteger.
  • Desconfiança generalizada: a sensação de que pessoas e ambientes não são seguros pode se espalhar para além do contexto original.

O que significa "desinstalar" nesse caso?

Não é apagar a memória. É fazer o sistema nervoso entender que o perigo acabou e devolver à pessoa a sensação de controle e segurança. Isso acontece em três frentes.

1. Processar a memória com segurança Terapias como EMDR e TCC focada em trauma ajudam a acessar a lembrança em doses seguras, para que o cérebro a reescreva como algo do passado, não como ameaça presente. No caso de assédio, isso inclui trabalhar a culpa e a vergonha, que são as emoções centrais desse tipo de trauma.

2. Reconstruir a narrativa Contar a história em um ambiente seguro, sem julgamento, transforma a experiência fragmentada em algo com começo, meio e fim. Aos poucos, a pessoa deixa de se ver como "a vítima que falhou" e passa a se ver como "alguém que sobreviveu e está se reconstruindo". A culpa vai se deslocando para quem realmente pertence: o agressor.

3. Regular o corpo O trauma fica armazenado fisicamente. Tensão, insônia, aperto no peito, alerta constante. Técnicas de ancoragem e respiração ensinam o corpo a sair do estado de alarme, e terapias somáticas trabalham isso de forma mais profunda.

Técnicas práticas para o dia a dia

  • Ancoragem 5-4-3-2-1: quando a ansiedade subir, nomeie 5 coisas que você vê, 4 que você toca, 3 que você ouve, 2 que você cheira e 1 que você sente. Traz a mente de volta ao presente.
  • Respiração 4-7-8: inspire por 4 segundos, segure por 7, solte por 8. Repita algumas vezes. Acalma o sistema nervoso.
  • Contenção: se uma lembrança vier forte, imagine colocá-la em uma caixa com trava e dizer a si mesmo "isso pertence ao passado, posso abrir quando estiver em um lugar seguro e com apoio". É uma técnica provisória, não uma forma de reprimir.
  • Diário de segurança: anote pequenas evidências diárias de que você está seguro agora, de que tem escolhas e de que se protegeu. Combate a sensação de desamparo.
  • Limites e autocuidado: reduzir exposição a gatilhos, dizer não, priorizar sono e movimento. O corpo precisa de sinais concretos de que está sendo cuidado.

O papel do profissional e da rede de apoio

Assédio raramente se processa sozinho. Um psicólogo com experiência em trauma oferece o ambiente seguro e as técnicas certas. Se o assédio foi no trabalho, medidas institucionais (registro, denúncia, suporte jurídico) também podem fazer parte da recuperação, mas devem ser feitas com apoio, porque reviver o processo pode ser desgastante.

Se houver crise intensa, sensação de desespero ou pensamentos de não querer mais viver, busque ajuda imediata. No Brasil, o CVV atende pelo telefone 188, 24 horas, gratuitamente e com sigilo.

Resumindo

  • O trauma de assédio ataca a segurança, a confiança nos outros e a confiança em si mesmo; culpa e vergonha são o núcleo a ser trabalhado.
  • Desinstalar significa processar a memória com segurança, reconstruir a narrativa e regular o corpo, não apagar a lembrança.
  • EMDR, TCC focada em trauma e terapias somáticas são os caminhos mais eficazes, sempre com apoio profissional.
  • No dia a dia, ancoragem, respiração, limites e autocuidado ajudam a reduzir o estado de alerta.

 


A ideia central é: o trauma não está no evento em si, mas na forma como o cérebro e o corpo processam (ou não processam) esse evento.

O que precisa acontecer para "instalar" um trauma

1. Um evento que ultrapassa a capacidade de processamento Não é qualquer situação difícil que vira trauma. Ele se instala quando a experiência é tão intensa, repentina ou ameaçadora que o sistema nervoso entra em modo de sobrevivência antes que a mente consiga dar sentido ao que está acontecendo. É um excesso de carga para o cérebro processar naquele momento.

2. A resposta de sobrevivência domina Diante da ameaça, o cérebro ativa as respostas de luta, fuga ou congelamento (fight, flight, freeze). A parte mais primitiva do cérebro (amígdala) assume o controle, e a parte racional (córtex pré-frontal) é "desligada" parcialmente. Por isso, durante o evento, a pessoa muitas vezes não consegue pensar, falar ou agir normalmente.

3. A memória não é integrada Em situações normais, a memória do que aconteceu é processada, organizada e arquivada como uma história com começo, meio e fim. No trauma, esse processo falha. A experiência fica fragmentada: sensações, imagens, sons e emoções ficam "congelados" no presente, sem data, sem contexto. O corpo continua revivendo como se o perigo ainda estivesse acontecendo.

4. O corpo guarda a marca O trauma não fica só "na cabeça" — ele se instala no corpo. Tensão muscular, respiração acelerada, hipervigilância, alterações no sono e no apetite são formas de o corpo manter o estado de alerta. Isso explica por que gatilhos (cheiros, sons, lugares, palavras) podem reativar a resposta completa de pânico mesmo anos depois.

O que favorece a instalação

  • Idade e fase de desenvolvimento: crianças e adolescentes são mais vulneráveis, pois o cérebro ainda está em formação.
  • Vulnerabilidade prévia: histórico de traumas anteriores, falta de rede de apoio, estresse crônico.
  • Relação com o agressor: quando a ameaça vem de alguém próximo ou de quem deveria proteger, o impacto é maior.
  • Ausência de acolhimento depois: o que acontece após o evento importa tanto quanto o evento. Ser ouvido, validado e amparado reduz muito o risco; o silêncio e a descrença agravam.
  • Repetição: traumas repetidos (como violência contínua) têm efeito cumulativo e mudam a arquitetura do cérebro de forma mais profunda.

A boa notícia: o que se instala pode se desinstalar

O trauma não é uma sentença permanente. O cérebro tem neuroplasticidade — capacidade de se reorganizar. Terapias como EMDR, TCC focada em trauma e abordagens somáticas ajudam exatamente a fazer o que não foi feito na hora: processar a memória, devolver a ela um contexto e ensinar o corpo que o perigo passou. O objetivo não é apagar a lembrança, mas tirar dela o poder de dominar o presente.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

 Momentos de muita emoção, alegria e realizações vivenciei no XXIX Congresso Brasileiro de Ouvidores, neste período de 17 a 19 de agosto, no Mar Hotel!

Reencontrar pessoas queridas, aprender lições inesquecíveis com os palestrantes, compartilhar experiências e conhecimentos com a Rede, receber abraços que são verdadeiros presentes.....

Ser ouvidor é uma nobilíssima missão, um verdadeiro desafio para nos tornar melhores seres humanos!!!!

Parabenizo a ABO Nacional e agradeço, em nome da ABO Seccional de Pernambuco, a maravilhosa oportunidade de como anfitriã, recepcionar os ouvidores do nosso país, participar como palestrante na programação do Congresso, e lançar oficialmente como Diretora de Publicações a CARTILHA DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO AOS ASSÉDIOS NO AMBIENTE DE TRABALHO da ABO Nacional.

A sessão de pôsteres reuniu 29 pôsteres aprovados pela Diretoria de Publicações da ABO Nacional. Que essas experiências exitosas sejam amplamente divulgadas nas Organizações e sirvam de referência para outras Ouvidorias.

Sigamos juntos para o fortalecimento das Ouvidorias, em defesa da cidadania!!!!


























domingo, 19 de julho de 2026

 



O QUE É O PASSE ESPÍRITA?
É uma prática de imposição de mãos que tem como objetivo a transmissão de energias fluídicas (psíquicas e espirituais) de um indivíduo para outro. Na visão do Espiritismo, funciona como uma transfusão de energias para reequilibrar o corpo físico e o perispírito (o corpo espiritual).
Como o processo funciona?
1. A Combinação dos Fluidos
O passe não vem apenas da pessoa que o aplica (médium passista). Ele é o resultado da combinação de dois tipos de energia:
.Fluidos Espirituais: Trazidos pelos benfeitores ou espíritos protetores que auxiliam no momento da reunião.
.Fluidos Vitais (ou Magnéticos): Doados pelo próprio médium, que serve como um canal ou "filtro" biológico para que essa energia chegue até quem está recebendo.
2. A Transmissão (A Imposição das Mãos)
O médium posiciona as mãos acima da cabeça do receptor (geralmente sem a necessidade de toque físico).
Através da vontade e da prece, o médium direciona essa carga de energia renovadora para os centros de força (também conhecidos na cultura oriental como chakras) do paciente.
Esses centros de força absorvem os fluidos e os distribuem através do sistema nervoso para todas as células do corpo físico.
3. O Efeito no Organismo
O objetivo principal é o reequilíbrio. O passe atua:
.Limpeza Fluídica: "Descarrega" ou dispersa energias densas acumuladas por sentimentos de estresse, ansiedade, mágoa ou cansaço.
.Revitalização: Reabastece o tônus vital do organismo, auxiliando no fortalecimento do sistema imunológico e na sensação de bem-estar.
.Sintonia Mental: Ajuda a acalmar a mente, facilitando que a pessoa se sinta mais serena e receptiva a pensamentos elevados.
Para que o passe funcione plenamente, é preciso haver sintonia.
Se a pessoa que vai receber o passe estiver muito dispersa, vibrando em pensamentos de raiva ou descrença profunda, ela cria uma espécie de "barreira" fluídica que dificulta a absorção da energia. Por isso, orienta-se que, durante o passe, o receptor feche os olhos, silencie a mente e faça uma prece ou mentalize coisas boas — funcionando como uma tomada que se conecta à tomada do passista.
Ao transmitir fluidos vitais e renovadores para os centros de força (chakras), o passe ajuda a equilibrar o sistema nervoso. Esse reequilíbrio energético aciona respostas biológicas reais, reduzindo a produção de hormônios do estresse (como o cortisol) e estimulando o sistema imunológico a produzir células de defesa. Um corpo menos estressado tem muito mais força orgânica para combater infecções e se recuperar de enfermidades.



quarta-feira, 15 de julho de 2026

 



"A maior perda de quem vivencia o trauma é a desconexão com a sua própria essência. Onde perdemos a conexão com nós mesmos? Como nossos traumas se manifestam? Como nos relacionamos com eles? O que eles podem me ensinar?" (Gabor Maté)

Gabor Maté defende vigorosamente que a maioria dos transtornos mentais, comportamentos autodestrutivos e vícios não são meras falhas genéticas ou disfunções cerebrais isoladas, mas sim estratégias de enfrentamento inconscientes contra traumas vividos na infância. Sua famosa premissa resume essa visão: "A pergunta correta não é 'por que o vício?', mas sim 'por que a dor?

Para profissionais que atuam na gestão de pessoas, ouvidorias e mediação de conflitos, a perspectiva de Gabor Maté é transformadora: ela ensina que, ao acolher um relato de sofrimento ou assédio, é preciso compreender o impacto neurobiológico e psicológico do estresse no indivíduo. Isso reforça a necessidade de criar ambientes corporativos pautados pela segurança psicológica, onde as pessoas não precisem adoecer fisicamente para expressar seus limites.


 "A gratidão não muda as coisas que nos acontecem; ela muda a forma como olhamos para tudo o que nos acontece."

Sem gratidão não saberemos valorizar as bençãos diárias recebidas, os aprendizados e experiências vivenciadas e as pessoas que nos ajudam na nossa trajetória percorrida.



 


quinta-feira, 25 de junho de 2026

 O livro Mulheres na Ouvidoria, volume I - Edição poder de uma história teve a coordenação de Andréia Roma e Fernanda Augusta e foi lançado em 17 de março de 2026, na Editora Leader/SP.

Participei como coautora deste livro, com o capítulo: Minha jornada na Ouvidoria Pública: do propósito a realização.Parabenizo as 20 coautoras que também participaram desta obra!
Convido os amigos ouvidores a adquirirem o livro: Mulheres na Ouvidoria. A Série Mulheres é o único movimento literário internacional registrado no Brasil desde 2015 e patenteado por seu título e modelo editorial em 182 países, que enaltece e valoriza histórias de mulheres, homologado pelo RankBrasil - Recordes Brasileiros.



sexta-feira, 15 de maio de 2026

 DIA DO ASSISTENTE SOCIAL


Uma honra ser Assistente Social em nosso país!!!
Parabenizamos todas as colegas Assistentes Sociais que cumprem a nobilíssima missão de atuarem na "linha de frente" das expressões das questão social.

Celebrar o Dia do Assistente Social é celebrar a democracia. É reconhecer que a proteção social é um dever do Estado e um direito do cidadão, operado por profissionais que transformam a indignação diante da injustiça em ação técnica e ética.

O Dia do Assistente Social, celebrado no Brasil em 15 de maio, é uma data que ultrapassa a simples homenagem profissional; ela marca a reafirmação de um compromisso ético-político com a justiça social e os direitos humanos. A data foi oficializada pelo Decreto Federal nº 994 de 1962, que também regulamentou a profissão e criou os conselhos de classe (CFESS e CRESS).

O ano de 2026 é um marco para a profissão: o Serviço Social brasileiro completa 90 anos no Brasil. A Lei 8.662/93 reafirmou as competências e atribuições que conhecemos hoje.

A importância da data reside em dar visibilidade ao papel desse profissional como facilitador do acesso a direitos. Ele não faz "caridade", mas garante que as políticas públicas (Saúde, Assistência Social, Previdência, Educação) cheguem a quem delas necessita.

Em um país com profundas abismos sociais como o Brasil, o assistente social trabalha para enfrentar as desigualdades de classe, raça, gênero e orientação sexual. A data celebra a luta por uma sociedade mais equânime e o combate a qualquer forma de preconceito ou marginalização.



terça-feira, 28 de abril de 2026

 Tivemos a maravilhosa oportunidade de ministrar ontem a palestra: VIOLÊNCIAS NA SAÚDE MENTAL NO AMBIENTE DE TRABALHO, na Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento/PE.

O Secretário José Almir Cirilo fez a abertura do evento que ocorreu no Salão Curjaú/Pirapama.
Prestigiaram o evento a Chefe de Gabinete (Débora V.
Chaves), o Secretário Executivo de Infraestrutura Hídricos (Marcelo C. Afora), o Secretário Executivo de Gestão (Celso Luiz Agra de Sá), além de gestores e servidores.
O convite e organização do evento foi realizado pela Ouvidora Rosangela Carneiro.
Parabenizamos a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento pela realização do evento!!!!!







quinta-feira, 16 de abril de 2026

 


GERENCIAMENTO DE CONFLITOS

"Mais do que gerir reclamações, a interface entre Ouvidoria e Mediação propõe uma nova arquitetura para a paz organizacional, onde a prevenção ao assédio nasce da escuta ética e da coragem de dialogar."
Gerenciamento de Conflitos é o processo de identificar, anallisar e lidar de forma eficaz com as divergências, oposições ou atritos que surgem entre indivíduos, grupos ou departamentos de uma organização. O objetivo principal não é necessáriamente eliminar todos os conflitos - pois muitos são inevitáveis e até benéficos - mas sim conduzi-los de maneira construtiva para alcançar resultados positivos e minimizar os impactos negativos.

Trecho do meu capítulo: A interface entre a ouvidoria e a mediação de conflitos na prevenção dos assédios, do livro: O caminho da paz, volume 2.
O livro se torna uma fonte de consulta para gestores de RH, Compliance e Segurança do Trabalho que buscam embasamento para implementar processos que não sejam apenas burocráticos, mas efetivamente restaurativos.



 

ASSÉDIO MORAL:
Apesar de ter sido promulgada em 2007, a Lei de Assédio Moral 13.314 (15.10.2007) ainda permanece desconhecida pelo conjunto de servidores públicos em Pernambuco, necessitando ser amplamente difundida em todo o Poder Executivo Estadual.
Para se identificar um processo de Assédio Moral, elencaremos a seguir algumas de suas características:
• A intensidade da violência psicológica.
• O prolongamento no tempo, pois o episódio esporádico não o caracteriza.
• A intenção de ocasionar um dano psíquico ou moral ao empregado para marginalizá-lo no seu ambiente de trabalho.
• A conversão, em patologia, em enfermidade que pressupõe diagnóstico clínico dos danos psíquicos.
• A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos demais.
• Assediador adota comportamento de assédio moral. A vítima apresenta sinais de ter sido atingida. O assediador persiste no assédio moral. A vítima apresenta prejuízos na saúde e nas funções. A vítima é afastada ou afasta-se.
• A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade, relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental.
Situações de assédio moral no ambiente de trabalho*:
• Dar instruções confusas e imprecisas.
• O bloqueio ao trabalho e a atribuição de erros imaginários.
• Ignorar a presença de funcionário na frente de outros.
• Pedir trabalhos urgentes sem necessidade.
• Mandar o trabalhador realizar tarefas abaixo de sua capacidade profissional.
• Fazer comentários maldosos em público.
• Não cumprimentar.
• Impor horários injustificados ou forçar o trabalhador a pedir demissão.
• Impedir o trabalhador de almoçar ou conversar com um colega.
• Impor horários de trabalho injustificáveis ou mesmo forçar sua demissão.
*Margarida Barreto- Assédio moral: o risco invisível no mundo do trabalho/2004.
Alguns dos objetivos do assediador na prática do Assédio Moral:
• Desestabilizar emocional e profissionalmente o indivíduo;
• Pressioná-lo a pedir demissão;
• transferência injusta.