quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

 


 


 Quando você se observar à beira do desânimo, acelere o passo pra frente, proibindo-se parar.

Não espere que a coragem venha inteira para então agir. O desânimo costuma nascer do excesso de exame sobre o que falta, e da pouca atenção ao que ainda é possível. À luz de André Luiz, compreende-se que a mente, quando se entrega à inércia, amplia as sombras que ela mesma projeta. Por isso, a disciplina não é dureza, é amparo. É a mão firme que você oferece a si, para não cair no hábito de desistir.
Acelerar o passo não significa correr sem direção, significa não se dar ao luxo da estagnação. Faça o próximo bem ao alcance, ainda que pequeno. Um dever cumprido com serenidade é remédio silencioso. Uma palavra contida, quando o impulso era ferir, já é vitória íntima. Um minuto de prece sincera, sem teatralidade, restabelece a ordem interior. O desânimo pede pausa que vira fuga, a consciência pede movimento que vira cura.
Proibir-se parar é escolher a continuidade, mesmo com lágrimas discretas. É seguir sem alarde, sem aplauso, sem negociação com a própria queda. Se hoje você não pode resolver tudo, resolva o que está ao seu alcance. Se não pode vencer o dia inteiro, vença a próxima hora. A vida espiritual não se mede por promessas, mede-se por constância.
E, quando a sombra insistir, recorde o essencial, você não é o que sente no cansaço, você é o que decide quando o cansaço tenta governar. Caminhe. Sirva. Recomece. O passo adiante, repetido, é a forma mais sóbria de fé.