sábado, 24 de outubro de 2026

 ERRAR É HUMANO; INSISTIR NA FALHA POR FALTA DE AUTOCRÍTICA É UMA ESCOLHA!


Sob a perspectiva comportamental e psicológica, essa atitude reflete:
- Resistência à Mudança
A preferência por manter velhos padrões e hábitos conhecidos, mesmo que disfuncionais, para fugir do esforço exigido pela aprendizagem e pela adaptação.
- Mecanismo de Defesa contra a Vulnerabilidade
A crença inconsciente de que admitir um erro equivale a demonstrar fraqueza, incompetência ou perda de valor pessoal perante si mesmo e perante os outros.
- Aversão à Dissonância Cognitiva
O esforço mental para eliminar o conflito gerado entre a imagem idealizada que a pessoa tem de si e a evidência concreta de que falhou, distorcendo os fatos ou culpando fatores externos para manter a ilusão de acerto.

É preciso humildade para reconhecer o erro?

A negação do erro representa uma recusa defensiva em enfrentar a realidade de uma falha, funcionando como um mecanismo de proteção do ego para evitar o desconforto emocional, a vergonha ou a ameaça à própria autoimagem.

Sim, é indispensável. Reconhecer um erro exige uma profunda dose de humildade, pois implica desarmar o orgulho, silenciar a vaidade e aceitar a vulnerabilidade da condição humana. Do ponto de vista psicológico, comportamental e até moral, essa relação manifesta-se de diversas formas:

1. A Humildade Intelectual e Emocional
A verdadeira humildade não significa inferiorizar-se, mas ter uma percepção realista de si mesmo, reconhecendo tanto os pontos fortes quanto as próprias limitações. A humildade intelectual é justamente a capacidade de admitir que não se sabe tudo, que as próprias certezas podem estar equivocadas e que o aprendizado é um processo contínuo. Sem essa postura, o indivíduo confunde estar errado com ser incompetente.

2. A Superação da Vaidade e do Medo da Vulnerabilidade
Admitir uma falha exige coragem para enfrentar o medo do julgamento alheio. O orgulho tenta construir uma imagem de invulnerabilidade e perfeição; já a humildade permite desconstruir essa ilusão, entendendo que o erro não define o valor do ser humano, mas sim a sua atitude diante dele.

3. O Erro como Ferramenta de Evolução
Enquanto a vaidade encara o erro como uma derrota ou uma ameaça à autoimagem, a humildade encara o erro como um dado objetivo da realidade e um convite ao aperfeiçoamento. Somente quando há humildade para dizer eu errei é que se abre espaço para aprender, recalibrar a rota e crescer, seja nas relações pessoais, no ambiente profissional ou no desenvolvimento espiritual e moral.



 É infinitamente mais nobre e inteligente abandonar um erro do que sacrificar a verdade e o próprio crescimento apenas para ter razão!


Podemos interpretar esta sabedoria milenar através de três dimensões fundamentais:

1. Mudar de ideia não é fraqueza, é evolução
Muitas vezes, culturalmente, há uma pressão psicológica para se manter coerente com o que foi dito ou pensado no passado, como se voltar atrás fosse sinónimo de incoerência ou fraqueza. Sócrates desconstrói essa falácia: mudar de ideia com sabedoria significa que você adquiriu novos dados, expandiu a consciência e teve a maturidade de abandonar uma crença antiga em prol de uma verdade mais ampla. A rigidez mental é uma prisão; a flexibilidade cognitiva é sinal de inteligência.

2. A obstinação na ignorância como escolha voluntária.
A palavra obstinação na frase é preciosa. Ela denota teimosia, resistência cega e apego irracional a um ponto de vista, mesmo quando confrontado com evidências em contrário. Quando alguém se recusa a admitir que errou ou a rever um conceito por puro orgulho, essa pessoa escolhe permanecer na ignorância. A ignorância socrática verdadeira não é a falta de conhecimento , mas sim a ilusão de saber o que não se sabe.

3. A ponte para o autoconhecimento
Para a filosofia socrática, o verdadeiro conhecimento nasce do reconhecimento da própria ignorância (o famoso sei que nada sei). Sócrates utilizava o diálogo e a ironia para desarmar as certezas absolutas dos seus interlocutores, mostrando-lhes que as suas bases eram frágeis. Mudar de ideia, portanto, é o ponto de partida de qualquer processo de libertação mental e de aprimoramento.



terça-feira, 6 de outubro de 2026

 


 Celebrando 30 Anos de Conhecimento e Evolução na Ouvidoria Brasileira!


A 7a. edição da Revista Científica da Associação Brasileira de Ouvidores (ABO Nacional) é uma publicação histórica e comemorativa que celebra os 30 anos de trajetória da nossa associação.Foi lançada no XXVIII Congresso Brasileira de Ouvidores, em São Paulo (2025).

O tema desta edição especial: Estudos sobre a Atuação das Ouvidorias em Instituições Brasileiras, reflete a maturidade alcançada e o compromisso contínuo com a produção de conhecimento técnico e científico de alta qualidade.
Os artigos aqui reunidos não são apenas registros de experiências, mas verdadeiros guias para a construção de ambientes éticos, saudáveis e comprometidos com a integridade institucional.

A Ouvidoria moderna, fundamentada em princípios como liderança, escuta, ética e humanização, consolida-se como uma unidade de inteligência estratégica vital para a melhoria da gestão pública e privada. A Revista apresenta 18 artigos científicos e 6 artigos de autores convidados.

Parabenizamos a todos os autores, pesquisadores e líderes que tornaram esta edição possível. Que estas páginas sirvam de inspiração para os próximos passos da ouvidoria brasileira!

No próximo Congresso Brasileiro de Ouvidores que ocorrerá em Minas Gerais (2027), será lançada a 8a. edição da Revista Científica. Aguardamos vocês!!!!

Acesse agora a 7ª edição da Revista Científica, disponível no site da ABO Nacional: www.abonacional.org.br



 Ontem (30.09.2026) tivemos a feliz oportunidade de ministrar palestra na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa sobre o tema: Valorização da Vida.

A coordenação da palestra foi feita pela Presidente da Seção Sindical Recife -SINPAF Sara Lucas.

As ideias suicidas surgem quando a dor emocional e o nível de estresse ultrapassam a capacidade que o cérebro e a mente têm de processar e suportar o sofrimento.
Durante estados de sofrimento intenso e adoecimento mental ocorrem alterações reais no funcionamento cerebral, como a redução da neuroplasticidade e a desregulação de neurotransmissores.

VALORIZAR A VIDA É DAR A SI MESMO A CHANCE DE RECOMEÇAR!!!

Agradecemos o convite de Sara e parabenizamos a SINPAF pela realização do evento!