Essa frase de Peter Drucker, o pai da administração moderna, é um dos pilares da gestão de pessoas.
Ela separa o "saber fazer" (técnico) do "saber ser" (comportamental), e sua profundidade pode ser analisada sob três óticas fundamentais:
1. O Currículo vs. A Convivência
A competência (os títulos, as especializações, o currículo brilhante) é o que garante a entrevista e a contratação. É o "cartão de visitas". No entanto, Drucker nos alerta que ninguém é demitido por falta de diploma, mas sim por falhas de comportamento: falta de ética, incapacidade de trabalhar em equipe ou, no caso mais grave a prática de assédio.
2. O Comportamento como Filtro Ético
Nas Ouvidorias, essa frase ganha um peso extra. Um gestor pode ser tecnicamente impecável, bater todas as metas e dominar processos (competência), mas se o seu comportamento é manipulador e invalida a equipe, ele é um risco institucional.
A permanência: O comportamento ético e a inteligência emocional são o que garantem a sustentabilidade de uma carreira e a saúde de uma instituição a longo prazo.
3. A Conexão com a Neurociência
Pela lente da neurociência, a competência mora no nosso neocórtex (raciocínio lógico, aprendizado técnico). Já o comportamento está profundamente ligado ao nosso sistema límbico (emoções, reações ao estresse, empatia).
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