segunda-feira, 6 de abril de 2015




Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar”.

Rubem Alves

 
"Não é falta de saudade, é desapego. Não é falta de amor, é a certeza do tempo esgotado. Não é falta de interesse, é uma profunda ocupação com a minha própria vida. Não é mágoa, é indiferença. Não é exagero, é escolha."
Marla de Queiroz

COMO PRATICAR O DESAPEGO AMOROSO

O que fazer quando surgem duvidas em nossa mente, sobre seguir ou não em uma relação? E ai que vem a seguinte duvida sobre praticar o desapego o que significa? Praticar o desapego nada mais é que livrar-se psicologicamente e logo em seguida materialmente de algo que já não agrega mais, que já não soma como antes.

Para algumas pessoas praticar o desapego emocional é extremamente difícil. De fato, desapegar-se de algo que um dia marcou a nossa vida, é um pouco difícil, mas não impossível.

Acontece que muitas pessoas sentem a maior dificuldade, pois não conseguem entender e por em pratica o desapego amoroso, de alguém que um dia foi especial.

No amor é importante saber que antes de começar uma relação é preciso entender que existem pontos críticos que qualquer relação está propicia a sofrer. E você deve estar muito ciente disso em seu próximo relacionamento, assim como na vida.

Como praticar o desapego amoroso?

Não existe mistério para praticar o desapego de um antigo amor, de alguém ou de algo. Basicamente o que você precisa entender antes de qualquer coisa que independente da dor que você esteja sentido agora, dor essa causa por ele/ela ter pisado na bola contigo, ter brincado com seus sentimentos, servira de motivação para você sem sombra de duvidas.

Ficamos muito sensíveis em um relacionamento, e esse alto grau de sensibilidade nem sempre é bom. O excesso de sensibilidade faz com que nós não sejamos capazes de perceber alguns sinais de que o relacionamento está entrando na rotina, e que mais cedo ou mais tarde vai acabar nos deixando fadados.

Lei do Desapego

A lei do desapego é natural, para cada pessoa ela surge de um jeito. Muitas pessoas desejam saber como aplicar a lei do desapego em suas vidas. Para dar inicio ao desapego amoroso em sua vida, você precisará entender, aceitar e praticar esses três pilares.

1.Desapegar

2.Esquecer

3.Recomeçar
 

Desapegar. O dicionário diz que o significado de desapegar ou desapego é: perder o interesse, deixar de sentir atração por algo, libertar-se. É exatamente isso que precisamos fazer quando queremos partir para uma nova historia em nossa vida. Uma dica muito interessante para quem quer desapegar é construir novas amizades, aumentar o ciclo de pessoas.

Esquecer. Esse é o mais difícil de todos. O dicionário diz que esquecer nada mais que perder a lembrança de uma pessoa, um momento vivido, deixar de pensar.

Bom, eu tenho uma ideia e acredito que outras pessoas pensem igual de que é impossível se esquecer de momentos vividos e compartilhados com pessoas que lá no passado foram extremamente importantes em nossa vida.

•Veja aqui algumas dicas infalíveis de como esquecer alguém em 7 dias passo a passo, garantido!

Recomeçar. O ultimo dos três pilares do desapego é em minha opinião o mais fácil de todos. Você certamente deve discordar disso, mas defendo esse pensamento porque para recomeçar não precisamos de um empurrão, de ajuda, de terceiros. O recomeço depende apenas de nós, por isso creio veementemente que seja o mais pilar mais fácil. pois a motivação está dentro de nós, só precisamos despertá-la.

Frases sobre desapego ajudam?

Bom, a controvérsias sobre esse tema. Muitas pessoas sentem-se motivadas por palavras de incentivo e muitas acabam recorrendo a frases sobre desapego ou frases de fim de relacionamento como forma de botar para fora a dor da decepção amorosa e começar a praticar o desapego como ler o livro de Fernando Pessoa, seguindo a risca a lei do desapego amoroso.

Desapego pode sinalizar equilíbrio emocional


Abrir mão de coisas, pessoas e situações deixa vida mais leve
 

Desapego pode sinalizar equilíbrio emocional
 
 

 Muitas pessoas possuem uma característica que pode ser prejudicial para sua saúde mental e emocional, que é o apego - seja por coisas, ideias, pessoas ou situações. Isso acontece porque o afeto, quando excessivo, nos mantém reféns da vida, fazendo com que o dia a dia se torne pesado e sem alegria. Sendo assim, o ideal seria sempre estarmos preparados para aceitar possíveis e súbitas transformações em nosso cotidiano, como uma mudança de emprego ou de casa, a troca de um carro, o término de um relacionamento e até mesmo a morte de pessoas queridas. Sabemos que essas perdas podem gerar sofrimento, mas precisamos encontrar maneiras de encarar as decepções e continuar nossas vidas da melhor forma possível.
Embora pessoas mais sensíveis possuam mais dificuldades em se adaptar a esse tipo de situação - pois necessitam da atenção dos outros para realizarem suas tarefas - é preciso que esteja claro que a prática do desapego não vai torná-las frias e distantes, mas fornecerá condições para que sejam mais calmas e receptivas, podendo perceber as mudanças de modo mais compreensível.
 

Apego excessivo afeta saúde física e mental

De acordo com o médico, físico e praticante de Meditação, Enio Burgos, autor do livro "Medicina Interior - A medicina do coração e da mente" (Ed. Bodigaya), a compreensão sobre o funcionamento da mente e a transformação dos sentimentos negativos em sabedoria são as formas mais efetivas de praticar o desapego. O autor indica que pensamentos e sofrimentos gerados pelo apego excessivo afetam a saúde do corpo. Assim, precisamos transformar as emoções perturbadoras básicas (apego, raiva, indiferença, orgulho e inveja) em sabedoria e plenitude de vida.
 
Descrevendo a relação mente-corpo, a teoria de Enio mostra que nossos pensamentos e sentimentos têm papel fundamental no desenvolvimento das doenças e dificuldades que enfrentamos ao longo da vida. Segundo o autor, as pessoas com perfil apegado tendem a ter muita dificuldade em adaptar-se a novas situações de vida, sentindo essas mudanças como uma grande perda e gerando emoções desequilibradas e prejudiciais ao corpo e mente. O especialista cita que alternativas benéficas para reverter esse quadro são a meditação e o autoconhecimento, através da espiritualidade.
 

Relacionamentos amorosos e desapego

O grande mestre Osho, líder espiritual indiano, diz que nossa maior missão é deixar esse planeta mais amoroso. Mas aí surge uma dificuldade muito grande, que é perceber a diferença entre apego e amor. É bom lembrar que apesar dos dois sentimentos serem muito parecidos, o apego, no fundo, destrói o amor.
 
O apego causa todo tipo de sofrimento nas nossas vidas, pois trata-se de um falso amor e acaba se tornando uma limitação. Enquanto o amor é entrega, o apego é a possessividade. O amor deixa livre e o apego diz: "eu te possuo". E é por apego que existem guerras, crimes, etc. No que se refere a relações afetivas, o amor é a prontidão para se mergulhar no outro.
 
De um modo geral, podemos dizer que as pessoas desapegadas são tranquilas, estão sempre em harmonia, pois conhecem a sua verdadeira essência e sabem que a possibilidade de perder alguma posse ou se distanciar de alguém não vai mudar a sua verdadeira natureza. As pessoas apegadas podem apresentar diversos sintomas como ansiedade, fobia, depressão, ou seja, ou têm medo de perder ou perderam e não souberam lidar bem com a perda."
Devemos notar que ao dizermos: "esta é minha namorada" ou "este é meu namorado", estamos falando algo comum. Entretanto, é importante lembrar que a outra pessoa não é posse sua, mas sim alguém que convive com você, compartilhando momentos e situações. Ou seja, ela tem vontades e desejos que são dela e liberdade para agir do jeito que considerar melhor.
 

Formas de praticar o desapego


Para praticar o desapego, é importante recorrer a alguns exercícios mentais. Nós precisamos ter controle de nossa mente. Afinal, ela é parte do nosso corpo e por isso não podemos permitir que seja dominada pelo negativo. A mudança acontece continuamente em nossas vidas e precisamos estar preparados para isso, com o intuito de sofrer menos.
Dicas:
  • Permita-se vivenciar os seus sentimentos e pensamentos e aceite-os exatamente da forma como eles se expressam em você, sabendo que tem a capacidade para regulá-los.
  • Não deixe de sentir determinados sentimentos que se manifestam no seu corpo, nem tente evitar que determinados pensamentos surjam em sua mente.
  • Tenha claro que não somos os nossos sentimentos nem pensamentos, por isso eles devem ser filtrados pela nossa consciência para que não julguemos que somos tudo o que sentimos ou pensamos.
  • Quando a nossa mente produz pensamentos que são angustiantes para nós, num primeiro momento devemos apenas observá-los. Não precisamos acrescentar mais nada a esses pensamentos ou julgá-los, somente deixá-los vir à tona e passar por nossa mente.
  • Ao invés de todo o processo de raciocínio destrutivo, você apenas observará o seu pensamento, sem juízos, e dirá a si mesmo: "Ah, estou tendo um pensamento que me alerta que algo pode estar errado comigo. Eu não sou este pensamento. Eu não vou segui-lo. Focarei nas coisas que tenho que fazer hoje".
  • É importante permitir-se viver a sua experiência. Por exemplo, quando se sentir deprimido ou angustiado, tente perceber em que parte do seu corpo sente alterações físicas. É na zona da garganta? No peito? Na nuca? No estômago? Sinta e observe seu incômodo. Fique temporariamente com a sua dor, angústia ou ansiedade. Em seguida, aceite-a. Depois, oriente a sua atenção no sentido de aprender a lidar com os seus sentimentos e pensamentos, regulando-os, até que possam diminuir ou extinguir-se.


Ainda que todo este processo e explicação de aceitar e desapegar-se da sua dor emocional possa não resolver totalmente problemas como ansiedade, depressão e angústia, você perceberá que pode deixar de ficar sobrecarregado pelos seus sentimentos e pensamentos negativos. Aprenderá a deixar de ficar negativamente condicionado pelo padrão mental nocivo que criou ao longo dos anos. Isso permite que você crie um espaço em volta dos seus pensamentos e sentimentos, vivenciando-os sem que afetem a sua vida.

Outro grande benefício é que você deixa de usar grande parte da sua energia contra si mesmo ou tentando resistir ao fluxo natural da vida. Com isso, conseguirá ligar-se mais facilmente às pessoas significativas da sua vida, evolver-se com o mundo ao seu redor e ser funcional a partir da sua experiência interior dolorosa, ao invés de ter de esperar até que se sinta melhor.


Detachment may signal emotional balance

Many people have a feature that can be detrimental to your mental and emotional health, which is attachment - whether by things, ideas, people or situations. This is because the affection, when excessive, keeps us hostage to life, making the everyday becomes heavy and joyless. Thus, the ideal would always be prepared to accept possible and sudden changes in our daily life, such as a change of job or home, the exchange of a car, the end of a relationship and even death of loved ones. We know that these losses may cause suffering, but we need to find ways to face disappointments and continue our lives as best we can.Although more sensitive people have more difficulty adapting to this type of situation - because they need the attention of others to do their jobs - we need to be clear that the practice of detachment will not make them cold and distant, but provide conditions for that are more calm and receptive, and can realize the most comprehensible form changes.Excessive attachment affects physical and mental health

According to the doctor, physical and meditation practitioner, Enio Burgos, author of "Medicine Interior - The heart medicine and mind" (Ed. Bodigaya), the understanding of the workings of the mind and the transformation of negative feelings wisdom are the most effective ways to practice detachment. The author indicates that thoughts and suffering caused by excessive attachment affect the body's health. Thus, we need to transform the basic disturbing emotions (attachment, anger, indifference, pride and envy) Wisdom and fullness of life.Describing the mind-body relationship, Enio theory shows that our thoughts and feelings play a fundamental role in the development of diseases and difficulties we face throughout life. According to the author, people with attached profile tend to have a hard time adapting to new situations of life, feeling these changes as a great loss and generating unbalanced emotions and harmful to the body and mind. The expert mentions that beneficial alternatives to reverse this situation are meditation and self-knowledge, through spirituality.Loving relationships and detachment

The great master Osho, Indian spiritual leader, says that our greatest mission is to make this more loving planet. But there comes a great difficulty, which is to realize the difference between attachment and love. Remember that although the two are very similar feelings, attachment, deep down, destroys love.The attachment causes all kinds of suffering in our lives, because it is a false love and eventually becomes a limitation. While love is delivery, attachment is possessiveness. Love makes free and the attachment says "I own you." And it is attachment that there are wars, crimes, etc. With regard to emotional relationships, love is the readiness to dive into another.In general we can say that the detached people are quiet, are always in harmony, because they know their true essence and know that the possibility of losing some possession or distance someone will not change its true nature. The attached people may experience various symptoms such as anxiety, phobia, depression, that is, or are afraid of losing or have lost and not know how to deal well with the loss. "The attached people may experience various symptoms such as anxiety, phobia, depression, ie or are afraid of losing or have lost and not know how to deal well with the loss. "We should note that when we say: "This is my girlfriend" or "this is my boyfriend," we're talking about something common. However, it is important to remember that the other person is not your possession, but someone who lives with you, sharing moments and situations. That is, it has wants and desires that are hers and freedom to act the way they consider best.Ways to practice detachmentTo practice detachment, it is important to use some mental exercises. We need to control our mind. After all, it is part of our body and we can not allow it to be dominated by the negative. Change happens continuously in our lives and we must be prepared for it, in order to suffer less.Tips:

Allow yourself to experience your feelings and thoughts and accept them exactly as they are expressed in you, knowing you have the ability to regulate them.
 
Be sure to feel certain feelings that manifest in your body, or attempt to prevent certain thoughts arise in your mind.
 
Be clear that we are not our feelings or thoughts, so they should be filtered by our consciousness so that we are not judge everything we feel or think.
 
When our mind produces thoughts that are distressing to us, at first we just observe them. We need not add anything to these thoughts or try them, just let them come to light and go through our mind.
 
Instead of the whole process of destructive thinking, you just observe your thoughts without judgment, and say to yourself, "Oh, I'm having a thought that alerts me that something may be wrong with me I'm not the thought I.. I will not follow you. I will focus on the things I have to do today. "
 
It is important to allow yourself to live your experience. For example, when you feel depressed or anxious, try to understand what part of your body feels physical changes. It is in the area of ​​the throat? Chest? Neck? In the stomach? Feel and notice his discomfort. Stay temporarily with their pain, distress or anxiety. Then accept it. Then, orient their attention towards learning to deal with their feelings and thoughts, regulating them, until they can decrease or cease to exist.
 
Although this process and explanation to accept and let go of your emotional pain can not fully resolve problems like anxiety, depression and anxiety, you will find that can help but be overwhelmed by their feelings and negative thoughts. Learn how to avoid being negatively conditioned by harmful mindset that created over the years. This allows you to create a space around their thoughts and feelings, experiencing them without affecting your life.Another major benefit is that you no longer use much of his energy against himself or trying to resist the natural flow of life. With it, you can easily connect more easily to the significant people in your life, evolve with the world around you and be functional from its painful inner experience, rather than having to wait until you feel better.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A burocratização da caridade, não
raro, sufoca o amor que lhe dá sentido
e desvia recursos das pessoas carentes


por JOMAR MORAIS


A prática da caridade é um dos pilares doutrinários do Cristianismo e um traço cultural de nossa civilização cristã.

No primeiro século de nossa era, com os discípulos que conviveram com Jesus ainda impregnados de seu carisma e de seu ideal compassivo, a caridade era um exercício inseparável da atividade-fim da Igreja. Convertidos ricos vendiam seus bens e o resultado era aplicado em favor dos que nada tinham, conforme a narrativa de Lucas no livro Atos dos Apóstolos.

Na periferia de Jerusalém, Pedro ergueu uma galpão para receber doentes, excluídos e necessitados de todo tipo, depois conhecido como a Casa do Caminho e os seus mantenedores como os “homens do Caminho”, numa época em que ainda não existia o adjetivo cristão. Ali se pregava o Evangelho, aplicava-se curativos, alimentava-se famintos e acalmava-se desesperados.

Talvez a Casa do Caminho surpreendesse os que hoje associam espiritualidade a ambientes necessariamente assépticos, tranquilos e organizados. A julgar pelos registros, o local mais parecia um hospital público carente de nossos dias.

Esse tipo de prática solidária predominou nos ambientes religiosos, e mesmo em grupos comunitários laicos, até anos recentes. O médium Chico Xavier, por exemplo, simplesmente postava-se debaixo de uma árvore e distribuía pão e, às vezes, dinheiro aos pobres, enquanto os cobria com a paciência da escuta, palavras de esclarecimento e gestos de afeto.

Mas o mundo mudou, ficou complicado, e a prática da caridade, antes tão espontânea, virou uma atividade submetida a teorias, fórmulas e estruturas que nem sempre preservam a motivação amorosa que lhe dá sentido.

De repente, aos olhos da maioria tornou-se infrutífero e desnecessário o trabalho dos pequenos grupos beneficentes e o exemplo solitário dos santos. A caridade passou a depender de estruturas gigantes e burocratizadas, sob o pretexto de que, num mundo de grandes escalas, só os grandes podem produzir resultados.

Não creio nisso.

Sei que carecemos de grandes estruturas para alcançar multidões, catalizando processos de mudança que se fazem urgentes. Mas isso não invalida o trabalho dos pequenos grupos e dos corações santificados, indispensáveis para manter acesa a chama do amor no dia a dia. A fraternidade e a paz dependem mais desse esforço, movido a sentimento desinteressado, do que das megaestruturas dependentes de verbas milionárias.

Voltando a Chico Xavier. Em sua ingenuidade caipira, ele costumava dizer que em casa que muito cresce o amor desaparece.

Para mim, esta frase deveria ser colada à cabeceira da cama dos que gerem grandes obras caritativas, a fim de que redobrem sua atenção e zelo. Penso nela toda vez que leio noticias sobre desvios de verbas em instituções beneficentes e sobre o trabalho sujo a que se prestam as ONGs-laranjas, usadas por corruptos. Penso nela ao saber que, quando doamos 10 reais a um gigante da caridade, até 70% desse valor se perde em pagamentos de salários e custeio de suas máquinas colossais.

[ Publicado na edição do Novo Jornal de 24/03/15 ]





Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
 
E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. João 12:47


Come unto me, all ye that labor and are heavy laden, and I will give you rest.
Take my yoke upon you, and learn of me; for I am meek and lowly in heart; and you will find rest for your souls.
For my yoke is easy and my burden is light.


And if any man hear my words, and believe not, I do not judge; for I came not to judge the world but to save the world. John 12:47
 
"Estude a si mesmo, observando que o auto conhecimento traz humildade e sem humildade é impóssível ser feliz" (Alan Kardec)

"Study yourself, noting that self-knowledge brings humility and without humility is impossible to be happy" (Alan Kardec)

 
Allan Kardec nasceu em Lyon (França), em 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.

Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.
 
Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.
 
Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.
Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.
 
Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.
evangelho
 
Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens. Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.
 
De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.
 
Além das obras básicas da Codificação(Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.
A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.
 
É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 – primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.
 
Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.
 
Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.
 
Neste ano comemoramos 210 anos de nascimento de Kardec e 150 anos de publicação do Evangelho Segundo O Espiritismo, livro editado por Allan Kardec com o auxílio de mentores espirituais, lançado em abril de 1864.
 
O Evangelho Segundo O Espiritismo é a obra da codificação espírita que contém a “explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida”.
 
O Evangelho Segundo O Espiritismo nos oferece, em seu conjunto, os princípios que norteiam à justiça, a bondade e a misericórdia divina através da fé raciocinada, da reencarnação, dos fatos da vida presente em relação ao passado e futuro da Humanidade.

DIARIO DE PE - www.diariodepernambuco.com.br
01/04/2015 - Política

Começa seleção de propostas municipais
 
Prefeitos terão até 30 de maio para apresentar ao estado sugestões de ações na área social para suas cidades
Uma das promessas de campanha do governador Paulo Câmara (PSB), o Escritório de Projetos começa a sair do papel. Hoje, a Secretaria estadual de Planejamento e Gestão abre o período de apresentação de propostas pelas prefeituras interessadas em receber do governo suporte técnico na elaboração de projetos. A iniciativa, que foi lançada durante o 2º Congresso Pernambucano de Municípios, na semana passada, tem por objetivo ajudar os gestores na captação de recursos junto a instituições financeiras, governos federal e estadual.

Para auxiliar os gestores, o governo do estado irá disponibilizar R$ 10 milhões para financiamento de projetos de engenharia, basicamente nas áreas de infraestrutura urbana e rural, educação, saúde, segurança, desenvolvimento social, meio ambiente e sustentabilidade. “Essa verba será liberada a partir da seleção das propostas apresentadas pelos prefeitos. O dinheiro será usado na contratação de um profissional para elaborar o documento”, observou o secretário de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, acrescentando que o contrato será feito por meio de licitação.

De acordo com Danilo, terão prioridade as propostas regionalizadas. “Existem casos em que o projeto pode ser feito em conjunto para beneficiar três, quatro ou até cinco municípios e que vai beneficiar toda uma região”, observou. O prazo para a apresentação das propostas se encerra no dia 30 de maio.

Ontem, o governador Paulo Câmara esteve em Bonito para autorizar a retomada dos trabalhos de restauração de 29 quilômetros da PE-103, no trecho entre os entroncamentos da PE-109 (Bonito) e da BR-232 (Bezerros). A obra terá duração de 12 meses. O investimento será de R$ 19 milhões. “Essa obra vai melhorar a qualidade de vida da população, diminuindo o tempo de viagem entre os dois municípios, o que resultará em uma melhora para o comércio da região”, destacou o governador.