domingo, 8 de setembro de 2013




A capacidade de se colocar no lugar do outro é uma das funções mais importantes da inteligência. Demonstra o grau de maturidade do ser humano."

Augusto Cury


The ability to put oneself in another's place is one of the most important functions of intelligence. Demonstrates the maturity of the human being. "

  Augusto Cury


O que acontece quando você entra na experiência do silêncio?

No início, seu diálogo interior fica mais turbulento. Sente uma necessidade intensa de dizer coisas.
Conheci pessoas que ficavam completamente loucas nos primeiros dias em que se comprometiam a estender o período de silêncio.
Eram tomadas por uma sensação de urgência e ansiedade. Mas quando persistiam na experiência, seu dialogo interior começava a se aquietar. E o silêncio logo se tornava profundo. Isso acontece porque depois de um tempo a mente desiste. Ela se dá conta de que não adianta ficar dando voltas e voltas se você - o Eu, o espírito - não vai falar e ponto final.
Então, quando o diálogo interior silencia, você começa a experimentar a quietude do campo da potencialidade pura."

Deepak Chopra
What happens when you enter the experience of silence?

  At first, your inner dialogue becomes more turbulent. He feels an intense need to say things.
  I met people who were completely crazy in the early days when they undertook to extend the period of silence.
  Were taken by a sense of urgency and anxiety. But when they persisted in experience, your inner dialogue began to quiet down. And soon the silence became profound. This is because after a while the mind gives up. She realizes it's no use getting going round and round if you - I, the spirit - will not talk, period.
  Then, when the silent inner dialogue, you get to experience the stillness of the field of pure potentiality. "

Deepak Chopra


sexta-feira, 6 de setembro de 2013




ENCONTRO ESPIRITUAL

Na vivência de hoje (06.09.2013), após a aplicação das agulhas, fui levada a conversar com um espírito aparentemente desconhecido, mas cujo semblante era de profunda paz e bondade. Ele me informou que conversaríamos sobre o desprendimento do “ego” e me solicitou que olhasse para o espelho. Então me pergunta: quem você vê no espelho? Respondo que me vejo. Em seguida me pergunta novamente: quem você vê no espelho? Vejo então a figura do Cristo ajoelhado lavando os pés dos apóstolos. Ele reflete que quem fala em nome do Cristo sua personalidade não deve aparecer mas sim a do Cristo, numa alusão ao desprendimento do “ego”. Diz que para ser instrumento do Cristo necessário seria aprender a servir humildemente ao próximo, desprendendo-se de si próprio. Continua a sua fala dizendo que fui escolhida para propagar os ensinamentos do Cristo, e que estava cumprindo a trajetória planejada espiritualmente, motivo pelo qual eu não me sentisse frágil, pois que possuía a força de um gigante para o cumprimento deste plano e que esta força me era dada pelo próprio Cristo. Que não me faltaria a ajuda necessária, que era muito amada e cuidada zelosamente pela espiritualidade. Salienta a importância de aprender a amar, agindo com generosidade para com todos e que em nenhuma oportunidade deveria deixar de dar o exemplo. Então me emociono profundamente com as suas palavras amorosas e lhe solicito que tenha piedade de mim, que não me deixe falhar ou fraquejar. Ele então me responde que eu não fraquejaria, ao contrário, estava seguindo a vontade de Deus. Mostra-me o caminho que deveria seguir, um caminho de luz e que estava sendo preparada passo a passo para trilhar esse caminho. Sinto que ele emana para mim um amor incondicional, que me deixa profundamente emocionada! A seguir em suas mãos aparece a mesma estrela de outras vezes, brilhando intensamente e simplesmente deslumbrante! Ele me diz que essa estrela representava o amor do Cristo por mim e que ela me pertencia. Que em nenhum momento me considerasse solitária nesta caminhada, ao contrário, pois que existia muita dor no mundo e que de alguma forma eu poderia ser o orvalho a aliviar essas dores do meu semelhante. Fecho então os olhos e sinto a energia da estrela me invadindo completamente. Uma sensação de bem estar, paz interior e alegria passo a sentir e muito emocionada digo-lhe que não mereço essa assistência espiritual. Então ele me fala que não é por merecimento que recebo essa assistência, mas sim por misericórdia do alto. Beijo suas mãos ajoelhada e rogo que me ampare nesta caminhada que preciso percorrer! Vivenciei momentos de profundo amor e emoção, tamanha a generosidade deste espírito com o qual tive a bendita oportunidade de conhecer. Como agradecer tamanha amabilidade?

 
SPIRITUAL ENCOUNTER
 
In living today ( 09/06/2013 ) , after the application of needles , I was led to talk to a spirit apparently unknown , but whose countenance was of profound peace and kindness. He informed me that he would talk about the release of the " ego " and asked me to look into the mirror . So my question: who you see in the mirror ? I answer myself . Then I ask again : who you see in the mirror ? Then I see the figure of the kneeling Christ washing the feet of the apostles . He reflects that those who speak in the name of Christ must not show your personality but that of Christ , alluding to the detachment of the " ego " . Says that to be an instrument of Christ would be necessary to learn to humbly serve the neighbor, detaching yourself from yourself . Continues his speech by saying that I was chosen to propagate the teachings of Christ , and that he was spiritually fulfilling the planned trajectory , which is why I do not feel weak because he possessed the strength of a giant to the fulfillment of this plan and that this force I was given by Christ himself . I do not lack the necessary help , which was very loved and cared for zealously spirituality. Stresses the importance of learning to love , acting with generosity to all and that should leave no opportunity to set an example . So I am touched deeply with your words of love and ask that you have mercy on me, let me not fail or falter . He then answered me that I do not fraquejaria instead was following God's will . Show me the way he should go , a path of light and that was being prepared step by step to follow this path . I feel that it emanates unconditional love for me , makes me deeply touched ! The following appears in your hands the same star other times , shining brightly and simply stunning ! He tells me that this star represented Christ's love for me and that she belonged to me . That at no time did I consider this solitary walk , in contrast , since there was so much pain in the world and that somehow I could be dew to alleviate these pains in my similar . Then closing your eyes and feel the energy of the star invading me completely . A sense of well being , inner peace and joy while feeling very emotional and I tell him I do not deserve this spiritual assistance . Then he tells me that it is not by merit to receive such assistance , but for mercy from above. Kiss your hands and knees I pray that I need to sustain this walk go ! Experienced moments of deep love and emotion, such generosity this spirit that I've had the blessed opportunity to meet . How to thank such kindness ?

Mude sua Mente. Mude o Mundo.

 
No último dia 15 de maio, a Universidade de Wisconsin realizou o evento “Change your Mind. Change the World.”, com muitos conferencistas brilhantes, que conversaram durante todo o dia com Sua Santidade o Dalai Lama.
No período da tarde, Richard Davidson, cientista reconhecido como uma das pessoas mais influentes do mundo pela Revista Times, apresentou o que a ciência já descobriu sobre o bem-estar. Sensacional! Esse trecho está legendado em português.
Esta mesa foi moderada por Arianna Huffington, jornalista e editora-chefe do Huffington Pots Midia Group. Sempre com intervenções brilhantes, emocionantes e muito espirituosas, como no final desse trecho acima – se você não viu, vale a pena voltar!
Mas gostaria de compartilhar o trecho da conversa de Matthieu Ricard com Sua Santidade o Dalai Lama. Não vou nem comentar! Espero que vocês leiam, ou assistam ao vídeo!
Este trecho também está legendado em português, mas transcrevi para que a gente possa reler as partes que mais nos tocaram. E serão muitas!
Arianna Huffington
Apresento Matthieu Ricard, que por 40 anos tem estudado na região dos Himalaias, como monge budista, fotógrafo, mas também como cientista, que obteve seu PhD no Instituto Pasteur. É um homem que sente tão em casa quando está nas montanhas dos Himalaias quanto no Fórum Mundial Econômico em Davos.
Antes de Matthieu Ricard começar a falar, Sua Santidade diz:
Eu acho que ele dedicou muitos anos a uma prática muito séria. Do ponto de vista de prática, ele tem muito mais experiência do que eu. Realmente! Ele é realmente um monge muito bom! Muito bom monge!
Matthieu Ricard:
Nesta manhã, Sua Santidade, nosso amigo Lord Layard mencionou sobre a importância subestimada da doença mental. Ele afirmou um número de 40% de incapacitação.
Isso significa o número de dias, meses e anos em que você não consegue trabalhar, não consegue funcionar na vida. Não é o número de mortes, mas de dias em que não consegue funcionar.
Em 40% de todos os dias das nossas vidas somos capazes de funcionar e isto está relacionado à doença mental.
Por doença mental ele quer dizer:
  •  depressão, 8%
  • outros transtornos mentais como fobias, ansiedade,  distúrbios pós-traumáticos, e alguns mais sérios como esquizofrenia, todos esses juntos somam 12%
  • diferentes tipos de vícios, que também são problemas mentais: 8% das incapacitações vêm do alcoolismo; e 2% do uso de drogas
Comparado a isso, se analisarmos o câncer, este representa apenas 2%. É claro que o número de mortes devido ao câncer é muito maior do que devido ás doenças mentais. Mas nos casos de câncer, as pessoas se curam, ou morrem; mas em geral, não é uma doença que incapacita por muitos e muitos anos. Mesmo as doenças cardíacas representam 5%.
Significa que grande parte do que influencia negativamente a qualidade de vida se deve a doenças mentais.
Claro que algumas delas se devem a defeitos básicos nos nossos cérebros, como Alzheimer conforme envelhecemos, que é como um enfraquecimento do nosso cérebro; ou algumas formas de esquizofrenia e assim por diante. Mas muito tem a ver com o funcionamento da mente, mentes não saudáveis.
A depressão por exemplo, é claro, é um fenômeno complexo, que tem também a ver com as substâncias químicas no cérebro. Mas tem muita relação com a forma com que lidamos com o mundo.
Ruminamos o passado o tempo todo, cheios de esperanças e expectativas, e medos, centrados em nós mesmos, ” – o que será que vai acontecer”. E perdemos o significado da vida, perdemos a faculdade de expressar e sentir amor.
Todos esses são problemas mentais.
Apego, que leva a diferentes tipos de vícios; em dado momento se torna mais sério, mas começa com uma mente que perdeu seu equilíbrio. Se sentimos alguma coisa prazerosa, queremos essa coisa, de novo, e de novo. Os neurocientistas dirão que você começou a construir algo no seu cérebro que re refere apenas a um “querer”; diferente daquilo que te dá prazer. Por fim, você não gosta mais, mas você quer; e então está viciado. Isso é criado pela mente. Assim como é construído pela mente, uma mente saudável também pode encontrar “remédios”. Sabemos que a terapia cognitiva baseada na atenção plena, que combina as técnicas de Aaron Beck com meditação, é uma das formas mais eficientes para reduzir e prevenir a reincidência da depressão, em 30 a 40% dos casos; para pessoas que tiveram 3 a 4 ou 2 a 3 episódios, é tão eficiente quanto medicamentos. Então isso, de novo, é trabalhar com mentes saudáveis.
Mas nós subestimamos demais o poder de transformação da mente: “isso é assim”, “eu sou assim mesmo”. Dedicamos mais nossas expectativas e medos remediando condições externas: “se tiver aquilo serei feliz”,  ”se não tiver, não posso ser feliz”, coisas assim.
É claro que precisamos melhorar as condições externas  deste mundo, especialmente onde essas condições externas são terríveis – onde não há paz, onde não há comida, onde não há saúde. Mas ainda assim, isso não significa que não temos que cuidar para termos uma mente saudável.
Isso é o que vimos em nossas pesquisas e o que muitos outros estão fazendo.

Então,  é claro que uma mente saudável é obviamente uma necessidade. Porque é com ela que estamos lidando desde a manhã até a noite, quer gostemos ou não. Pode ser nossa melhor companheira mas também pode ser nosso pior inimigo. A forma como nossa mente funciona irá colorir todo o nosso mundo – o mundo que vivenciamos.
Então há todas essas abordagens, desenvolvidas pelas ciências contemplativas, ciências budistas e por muitas tradições Tratam de como desenvolver uma mente mais livre dessas emoções destrutivas de apego, ódio, ciúme, orgulho, confusão mental; e como aprimorar as habilidades, os fatores que levam a uma mente saudável e ao bem-estar: bondade amorosa, compaixão, liberdade interna desses pensamentos errantes, confiança interior, força interior e sobretudo, amor altruísta e compaixão. Sabemos que a compaixão é o que dará a maior satisfação, para você mesmo e também, obviamente para os outros.
Portanto, a mente saudável está intimamente ligada com esse tipo de cuidado, benevolência, altruísmo, amor, compaixão. Porque esse “eu, eu, eu” o dia todo é uma condição muito angustiante para você, e também transforma a vida de todo mundo em angústia. É uma relação perde-perde. Todo mundo perde.
A compaixão é a condição de maior satisfação da mente, e é claro que também estará fazendo os outros se sentirem felizes. É uma situação ganha-ganha.
E isso pode ser treinado. Nossas pesquisas em colaboração demonstraram isso.
Mas como podemos levar isso a um âmbito mas amplo, para as questões levantadas sobre a saúde pública, por exemplo. Bem… se a mente de cada indivíduo for saudável, teremos uma sociedade saudável. Se as pessoas colaborarem mais do que competirem; se houver menos consumismo e mais contentamento; se pudermos encontrar uma simplicidade voluntária, mas simplesmente termos uma vida mais simples e mais feliz. Não é se privar das boas coisas, o que seria estúpido,  mas simplesmente não ser constantemente atormentado por querer mais: quando você tem um, você quer dois e isso não tem fim.
Como podemos trazer isso para questões mais amplas como meio ambiente, e governança global.
Bem… se observarmos os maiores desafios que estamos enfrentando hoje, veremos que estão basicamente fundamentados em três escalas de tempo:
Primeiro, a economia rápida – tudo anda rápido. O mercado de ações sobe e desce em uma semana e ninguém sabe porquê. Algumas pessoas pensam que sabem. Muito rápido! E então, se a economia não vai bem, nada funciona. Essa é uma realidade, que precisamos cuidar.
Mas, é claro, que há a qualidade de vida: como você se sente, como se sente na sua família, a qualidade de vida no seu local de trabalho, na sociedade. O tempo de toda a sua vida – o florescimento, o florescer humano. Felicidade nacional bruta.
Eu estava há alguns dias com Muhammad Yunus, e ele disse, se nos tornarmos robôs de fazer dinheiro, estaremos reduzindo s qualidades maravilhosas do ser humano a essa única dimensão. E isso não vale a pena.
E Gandhi também disse, “sempre haverá o suficiente para a necessidade de todos, mas não o suficiente para a ganância de todos, que não tem limites.”
Então, temos que cuidar dessa segunda dimensão de escala de tempo, que é mais longa – 50 a 100 anos.
E há a seguir uma mais longa, que é o meio ambiente. Agora está se tornando mais curta, pela urgência. Mas antes era de 10 mil anos, 1 milhão de anos, um período mais longo.
É normal que o economista não possa pensar em termos de 100 anos. Porque na sua conta, no final do ano, isso não importa!
Há um comediante americano famoso chamado Grocho Marx. Sou marxista mas este é o Grocho… Ele disse: “porque eu deveria me preocupar com as gerações futuras? O que elas fizeram por mim?” É mais ou menos assim que os economistas estão pensando – “isso não importa pra mim”.
É por isso, que o único conceito que nos permite abarcar essas três escalas de tempo: a economia de agora, a qualidade de vida e a felicidade, e as gerações futuras é a preocupação com os outros,  o altruísmo. Essa é a única forma!
Porque assim, tendo mais consideração com os outros, você não irá jogar, como se estivesse num cassino, com os recursos de outras pessoas.
Tendo mais consideração com os outros, você irá se assegurar de que a sociedade seja harmoniosa.
Tendo mais consideração com os outros, você não irá gostar de coisas que sabidamente estão destruindo o planeta.
Isso é altruísmo, amor, cuidado, compaixão. Está no coração da solução dos nossos problemas. E se baseia na interdependência, na interconexão.
Martin Luther King disse, “nós todos chegamos com botes diferentes mas agora estamos todos no mesmo navio”. Isso é óbvio!
Assim como o individualismo dentro de um grupo, na comunidade, não funciona bem, da mesma forma, no âmbito das nações, se nos concentrarmos apenas no benefício de uma única nação, então não poderemos resolver todos esses grandes problemas. Não tem jeito! Está além do escopo de nações e interesses individuais. É por isso que precisamos cuidar dessas coisas que concernem a todos nós. Nós todos respiramos  mais ou menos o mesmo ar. Se isso estiver em perigo, deveríamos nos preocupar!
Isso nos leva à questão de gerarmos mais altruísmo. É sensacional saber que isso é parte da natureza humana e que pode ser cultivado.
Então devemos ir em frente e fazer o nosso melhor. E acho que essa é a chave para resolver esses problemas, cognitivamente, e também como seres humanos, nós podemos mudar e devemos nos transformar em uma sociedade mais amorosa.
Arianna Huffington:
Poderíamos ficar aqui para sempre, se dependesse de mim!
Matthieu também disse em outra ocasião, que se conseguíssemos atingir uma massa crítica de pessoas que pensam nos outros, que operam a partir dos instintos altruístas em vez da ganância puramente egoísta, então esse poderia ser um ponto de partida para que todas estas questões que estamos abordando pudessem ter uma solução.
Sua Santidade vê essa massa crítica e esse ponto de partida no horizonte?
Sua Santidade
Eu acho que, pelo menos, neste século, se fizermos um esforço constante, com uma visão clara, por meio da educação, eu acho possível, há uma possibilidade aí.
É por isso que estamos trabalhando para introduzir a ética secular no sistema moderno de educação, como parte do curriculum, desde o jardim da infância até a universidade.
Eu sinto que essa é a chave. Apenas explicações sobre o altruísmo não são suficientes.
Temos que educar as pessoas sistematicamente.
Eu sempre digo, que somos egoístas. Está certo! Mas o egoísmo deveria ser um egoísmo sábio em vez de um egoísmo tolo. Em geral, nosso pensamento é egoísta, pensando apenas em nós mesmos. Na verdade, estamos perdendo os amigos e perdendo muitas coisas boas. Pensando mais no bem-estar dos outros seres, você acaba recebendo o benefício máximo. Esse é o egoísmo sábio.
Mas, novamente, não por ensinamentos ou bençãos, mas por meio da educação. Nós temos essa habilidade de pensar sobre interesses de longo prazo, de curto prazo.
Eu acho que por meio da educação, nós podemos mudar. Acho bem possível!
E de qualquer forma, sendo possível ou não, certas coisas em certos níveis ou certos períodos parecem impensáveis. Mas o tempo muda e outras realidades [surgem].
Eu acho que agora pensamos mais em nossos mundos internos, em valores internos. As circunstâncias criaram mais e mais problemas mentais. Na verdade, algumas pessoas dizem que o mundo todo está sofrendo uma espécie de crise moral. É verdade! Portanto, agora, as próprias circunstâncias estão nos mostrando.
O meio ambiente também. A própria mãe natureza, o planeta mãe está nos mostrando. Deveríamos tomar cuidados mais sérios com o planeta mãe.
Então, a nova realidade nos força, e nós temos que pensar de forma mais ampla, mais holística, de forma mais compassiva.
Isso depende inteiramente da conscientização, da educação.
Agora, acho que o problema é como introduzir essa ética no sistema educacional.
Todas as religiões seguem mais ou menos uma mesma ética, mas como o Papa Bento XVI, “fé e razão devem estar juntas”. É verdade, de fato. Mas em geral, se em alguma medida nos basearmos em religião, isso dependerá de fé. Então, para as pessoas que têm uma fé sincera, isso funcionará. Para outras pessoas pode ser difícil.
Agora, é necessário que seja por meio da educação.
Demonstrar preocupação com os outros seres é a melhor forma de atingir o seu próprio bem-estar, incluindo seu bem-estar físico e o bem-estar de sua família.
Acho que temos material científico suficiente para educar as pessoas. Esse é o único jeito, a única esperança.
Dessa forma, eu acho que há uma possibilidade de termos um mundo melhor. Um mundo melhor significa um mundo mais compassivo, e então, certamente um mundo melhor. Um mundo pacífico.
Isso é responsabilidade de todo mundo, particularmente agora dos cientistas. Eu frequentemente digo que os cientistas, no mundo moderno, são os verdadeiros mestres, os verdadeiros gurus. É claro que a cooperação plena, entre cientistas e educadores trabalhando juntos, e para prosseguir no trabalho, de tempos em tempos, devem ter discussões sérias .
E particularmente a universidade deve tomar essa iniciativa para mais discussões. Então, pelo menos a geração atual de estudantes na universidade pode ter novas idéias. E a geração deles poderá ser de pessoas responsáveis.
Arianna Huffington então encerrou a sessão lindamente:
Eu sinto muito por termos chegado ao final desta sessão, mas acho que falo em nome de todos: nós realmente queremos fazer parte dessa massa crítica sobre a qual SS e Matthieu Ricard falaram. De minha parte e em nome da mídia, posso dizer que faremos o que for possível para acelerar a educação de todos.
Foram feitos todos os agradecimentos e então, em meio aos aplausos, Sua Santidade começou novamente a falar. Prepare-se!

Eu acho que nas últimas décadas, com este tipo de trabalho (se dirigindo a Richard Davidson e se referindo à colaboração da ciência), nós temos nos visto regularmente para realizar este trabalho. Os resultados de hoje vêm do trabalho de uma equipe – teamwork! Eu realmente agradeço!
Então, é muito natural… No passado, na história da humanidade, todos esses grandes mestres, primeiro, era uma única pessoa. Seus ensinamentos e suas explicações, eram realistas e benéficos e cada vez mais pessoas se interessaram. Dessa forma, difundiram os ensinamentos. Um grupo pequeno multiplicou para 100 pessoas, milhares de pessoas, cem mil pessoas, um milhão, cem milhões, um bilhão.
Só há um caminho de transformar a humanidade – mudar a forma de pensar da humanidade. Então o estilo de vida irá mudar.
Este século poderá ser um século extraordinário comparado ao meu século; o Século XXI comparado ao Século XX poderá ser realmente extraordinário. O século passado foi de derramamento de sangue, de violência.
Como mencionei, este cérebro brilhante (apontando para a cabeça de Richard Davidson) pode ser usado para a destruição. Os físicos nucleares, cérebros maravilhosos, mas seu conhecimento ficou à disposição do ódio, da raiva. Acho que este século não deve ser dessa forma.
Então, vocês da platéia, não devem pensar que passaram alguns momentos aqui, ouvindo o que essa pessoa disse, o que aquela pessoa disse. Não é isso! Pensem mais seriamente. Cada um de vocês! E então, compartilhem com mais pessoas. Talvez tenhamos aqui 1.000 pessoas. Compartilhem com, pelo menos, dez pessoas e isso significará dez mil. E essas dez mil pessoas, com mais dez pessoas – e então, teremos cem mil.
E é assim! Todos temos a mesma responsabilidade e o mesmo potencial. Não devemos pensar: “ah, eu sou apenas um”, “o problema é enorme, não posso fazer muita coisa”. Você não deve pensar assim. A iniciativa precisa partir de cada indivíduo. A paz, por exemplo, precisa começar com a paz interior individual. E dessa forma, uma família pacífica, uma sociedade pacífica.
E quando realmente tivermos desenvolvido uma sociedade pacífica, novas lideranças, vindas desse tipo de sociedade serão mais sensatos. Esta sociedade está repleta de competição, cheia de ganância, cheia de desconfiança. E então liderar também é difícil, não é?
Não podemos culpar esses líderes. Nós falhamos em criar uma sociedade saudável! Então, a responsabilidade é nossa!
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013






Mecanismos de Defesa do Ego

"Num artigo publicado em 1894 intitulado “Les Psychoneuroses de defense”, e posteriormente noutros artigos, Freud utiliza pela primeira vez o termo defesa para designar todos os processos de que o ego se serve nos conflitos susceptíveis de conduzirem a uma neurose.

Os mecanismos de defesa do ego são estratégias inconscientes que a pessoa usa para tentar reduzir a tensão e ansiedade, fruto dos conflitos entre o id, ego e o superego que visam evitar ou reduzir a angústia, resultante dos conflitos intrapsíquicos.

Deste modo, Os mecanismo de defesa do Ego, são formas de resolução ilusória, pois, não resolvem o problema, apenas o disfarçam, sendo em grande parte inconscientes, os conflitos intrapsiquicos permitem ao Ego lidar com sentimentos desconfortáveis devidos à ansiedade e à tensão.

Segundo Freud, a nossa vida psíquica desenrola-se sob o signo do conflito, isto é, entre a necessidade de satisfação do Id e os impedimentos e proibições que emanam na sociedade e são interiorizadas pelo Superego. Este conflito é geralmente e sempre que possível resolvido pelo Ego, que agindo segundo o principio da realidade, procura conciliar forças pulsionais opostas e moderar o conflito.

O Ego desencadeia mecanismos de defesa quando ocorre a ansiedade, ou seja, o Id e o Superego emanam mensagens extremamente opostas. Esses mecanismos visam reduzir a ansiedade intrapsiquica e actuando principalmente de forma inconsciente protegem o individuo da angustia, não o fazendo tomar consciência do conflito.

Mecanismos de defesa do ego:

.Recalcamento – pelo recalcamento, o sujeito envia para o Id as pulsões, desejos e sentimentos que não pode admitir no seu ego. Os conteúdos recalcados, apesar de inconscientes, continuam actuantes e tendem a reaparecer de forma disfarçada (sonhos, actos falhados, lapsos, etc.).

.Regressão – o sujeito adopta modos de pensar, atitudes e comportamentos característicos de uma fase de desenvolvimento anterior. Face a uma frustração ou incapacidade de resolver problemas, a criança ou o adulto regridem, procurando a protecção de épocas passadas. Assim, o nascimento de um irmão pode levar uma criança a urinar na cama (enurese) ou um adulto, face a problemas, pode fugir à realidade refugiando-se em atitudes infantis (dependência excessiva, choro, chantagem, etc.)

.Racionalização – por este mecanismo, o sujeito, ocultando a si próprio e aos outros as verdadeiras razões, justifica racionalmente o seu comportamento, retirando assim os aspectos emocionais de uma situação geradora de angústia e de stresse. Deste modo, com justificações racionais tenta explicar-se de uma forma “aceitável” porque se bateu num irmão, se faltou a um exame médico, se mentiu ao marido ou à mulher, etc.

.Projecção – o sujeito atribui a outros (sociedade, a pessoas, a objectos) desejos, ideias, características que não consegue admitir em si próprio. São reflexos deste processo frases como: “fulano detesta-me; aquele indivíduo não suporta críticas; a sociedade não tem ideias solidárias; a boneca é má”, quando é a própria pessoa que as profere que tem esses sentimentos.

.Deslocamento – o sujeito transfere pulsões e emoções do seu objecto natural, mas “perigoso”, para um objecto substitutivo, mudando assim o objecto que satisfaz a pulsão. Por exemplo, o funcionário que sofre conflitos no emprego e é agressivo ao chegar a casa; a criança que desloca a cólera sentida pelos pais para a boneca.

.Formação reactiva ou compensação – o sujeito “resolve” o conflito entre os valores e as tendências consideradas inaceitáveis, apresentando comportamentos opostos às pulsões. Assim, uma pessoa pode ser demasiado amável e atenta com alguém que odeia; um sujeito afasta-se de quem gosta; manifesta uma excessiva caridade para esconder um sadismo latente; uma pessoa submissa e dócil pode esconder um domínio violento.

.Sublimação – o sujeito substitui o fim ou o objecto das pulsões de modo que estas se possam manifestar em modalidades socialmente aceites. A eficácia do processo de sublimação implica que o objecto de substituição satisfaça o sujeito de forma real ou simbólica. Frequentemente, a sublimação faz-se através de substituições com valor moral e social elevado. Por exemplo, o pirómano pode ingressar num corpo de bombeiros, modificando as suas relações com o fogo, agora utilizadas de forma socialmente reconhecida. A arte tem sido perspectivada como uma área que permite sublimações".
 

domingo, 1 de setembro de 2013





A inteligência aliada à sensibilidade é capaz de tocar profundamente os corações, na magistral arte da expressão dos pensamentos e sentimentos!

The Allied intelligence sensitivity is able to deeply touch the hearts, the masterful art of expression of thoughts and feelings!



Se examinarmos nossas vidas, veremos que a real insatisfação, angústia e mal-estar que experimentamos não são causados por condições externas, mas pela forma como reagimos interiormente a elas. Não podemos negar que as condições externas... difíceis existem, mas precisamos reconhecer que alguém com algum controle sobre os processos internos da mente não vivencia a mesma impotência e sofrimento face às perdas, adversidades e doenças, comparado a uma pessoa cuja mente não foi treinada."

Chagdud Tulku Riponche
 
If we examine our lives, we see that the real dissatisfaction, distress and discomfort we experience are not caused by external conditions, but by how we react to them inwardly. We can not deny that external conditions ... are difficult, but we need to recognize that someone with some control over the internal processes of the mind does not experience the same suffering and powerlessness in the face of loss, hardship and disease, compared to a person whose mind has not been trained. "

Chagdud Tulku Riponche